"Sou alguém que espera ser aberto por uma palavra." - António Ramos Rosa

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sábado, 11 de junho de 2011

SÍNTESE





























Eu o amo desde a véspera do primeiro dia

enquanto se juntavam os líquenes para pedras

e pedras eram o projeto longínquo do Arquiteto.

Desde alguma Era e antes dela, como névoa

da poeira de uma estrela que ainda fosse nascer

e antes de se inventar nascer, ainda antes,

quando tudo só surgia de um caos fantástico!

É tão antigo e anterior o que sinto que, às vezes,

muito às vezes e silenciosamente, me envergonho

envergo por entre nossa casa de ideias e penso:

Eu o amo como se fôssemos nós a inventar o amor.


23 comentários:

marlene edir severino disse...

Intenso...
Lindo!

Abraço, Betina!

Marlene

betina moraes disse...

marlene,

muito obrigada, querida!

um beijo.

guru martins disse...

...quem sabe
tu não sejas o amor?

bj

betina moraes disse...

...

um beijo, querido guru.

Marcantonio disse...

A força que atraiu e deu forma unitária ao que no caos permanecia afastado. Erosgonia.

Sem dúvida que num momento determinado, o presente,o amor gera a sensação não contraditória de recuo à origem de tudo, como se fosse ele uma gênese pessoal que recordasse a cosmogênese.

Um beijo.

betina moraes disse...

marco,

sempre você a me dar o prazer de entender as minhas próprias razões.

muito obrigada.

um beijo.

Walkyria Rennó Suleiman disse...

sempre nos sentimos ínicos, primos, veros..... quanto de ilusão, e quanto verdade?....vai saber.

BAR DO BARDO disse...

... é assunto sério e digno de nota. Uns dizem limo, outros falam musgo; mas nuca saberemos ao certo a consistência da vida. Cuspe e pó? Hálito e pó? O certo é que, ainda que Deus exista, o amor é a síntese de Tudo.

Felicidades, cara! Cara da boa poesia!

MOISÉS POETA disse...

Betina , querida!

Sua poesia dispensa comentários.
ela já fala por si só...

Voce é nota mil !

Beijão !

betina moraes disse...

wal...

é tudo uma verdade da ilusão!

um beijo, mana.

betina moraes disse...

henrique,

sim, o amor é a síntese de tudo!


saudades, cara!

abraço.

betina moraes disse...

moisés poeta,

sua gentileza dispensa comentários...

obrigada por vir, sempre!


um beijo.

Carla Diacov disse...

''Nesse lugar pensei: “Quanto deserto
atravessei para encontrar aquilo
que morava entre os homens e tão perto”''
Sophia de Mello Breyner Andresen


Beneditina Hora, Jabutina!

Marcelo disse...

Vejo o amor como dois caminhos a seguir. E certo e o errado. Mas, nos dois, como no amor, o sofrimento é inevitavél. Mas, parece que o sofrer é um dos alimentos da poesia.

betina moraes disse...

carla,

você me alegra!

:)

betina moraes disse...

marcelo,


amar é uma experiência individual que fingimos ser coletiva.

Sylvio de Alencar. disse...

Bem isso é o que somos; embora outras coisas possamos não ser.

Um abraço.

betina moraes disse...

sylvio,

"assim é (se lhe parece)" segundo pirandello.

abraço!

Sylvio de Alencar. disse...

Caramba...
Se isso existe - e existe em alguma parte de minha alma - eu, não conheço...

Celso Mendes disse...

Intenso tanto quanto se amor não nascera, infinito fosse. seu trato com as palavras pode ultrapassar a barreira que se imagina possível.

belíssimo.

com toda admiração, meu abraço.

betina moraes disse...

sylvio,

cavuca que acha!

:)

betina moraes disse...

celso,


muito obrigada pela leitura e tão generoso comentário.

um beijo.

Sylvio de Alencar. disse...

Cavucarei!

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