Eu o amo desde a véspera do primeiro dia
enquanto se juntavam os líquenes para pedras
e pedras eram o projeto longínquo do Arquiteto.
Desde alguma Era e antes dela, como névoa
da poeira de uma estrela que ainda fosse nascer
e antes de se inventar nascer, ainda antes,
quando tudo só surgia de um caos fantástico!
É tão antigo e anterior o que sinto que, às vezes,
muito às vezes e silenciosamente, me envergonho
envergo por entre nossa casa de ideias e penso:
Eu o amo como se fôssemos nós a inventar o amor.

23 comentários:
Intenso...
Lindo!
Abraço, Betina!
Marlene
marlene,
muito obrigada, querida!
um beijo.
...quem sabe
tu não sejas o amor?
bj
...
um beijo, querido guru.
A força que atraiu e deu forma unitária ao que no caos permanecia afastado. Erosgonia.
Sem dúvida que num momento determinado, o presente,o amor gera a sensação não contraditória de recuo à origem de tudo, como se fosse ele uma gênese pessoal que recordasse a cosmogênese.
Um beijo.
marco,
sempre você a me dar o prazer de entender as minhas próprias razões.
muito obrigada.
um beijo.
sempre nos sentimos ínicos, primos, veros..... quanto de ilusão, e quanto verdade?....vai saber.
... é assunto sério e digno de nota. Uns dizem limo, outros falam musgo; mas nuca saberemos ao certo a consistência da vida. Cuspe e pó? Hálito e pó? O certo é que, ainda que Deus exista, o amor é a síntese de Tudo.
Felicidades, cara! Cara da boa poesia!
Betina , querida!
Sua poesia dispensa comentários.
ela já fala por si só...
Voce é nota mil !
Beijão !
wal...
é tudo uma verdade da ilusão!
um beijo, mana.
henrique,
sim, o amor é a síntese de tudo!
saudades, cara!
abraço.
moisés poeta,
sua gentileza dispensa comentários...
obrigada por vir, sempre!
um beijo.
''Nesse lugar pensei: “Quanto deserto
atravessei para encontrar aquilo
que morava entre os homens e tão perto”''
Sophia de Mello Breyner Andresen
Beneditina Hora, Jabutina!
Vejo o amor como dois caminhos a seguir. E certo e o errado. Mas, nos dois, como no amor, o sofrimento é inevitavél. Mas, parece que o sofrer é um dos alimentos da poesia.
carla,
você me alegra!
:)
marcelo,
amar é uma experiência individual que fingimos ser coletiva.
Bem isso é o que somos; embora outras coisas possamos não ser.
Um abraço.
sylvio,
"assim é (se lhe parece)" segundo pirandello.
abraço!
Caramba...
Se isso existe - e existe em alguma parte de minha alma - eu, não conheço...
Intenso tanto quanto se amor não nascera, infinito fosse. seu trato com as palavras pode ultrapassar a barreira que se imagina possível.
belíssimo.
com toda admiração, meu abraço.
sylvio,
cavuca que acha!
:)
celso,
muito obrigada pela leitura e tão generoso comentário.
um beijo.
Cavucarei!
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